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Volta ao escritório divide os grandes bancos de Wall Street

Líderes temem que seus times sejam menos competitivos se o retorno dos integrantes for lento
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(Divulgação/Divulgação)

A sede global do Goldman Sachs fica a uma curta distância do quartel general do Citigroup em Manhattan. Mas quando se trata de reabertura após a pandemia, as duas torres parecem muito bem estar a milhares de quilômetros uma da outra.

A partir do último dia 14, o Goldman Sachs passa a exigir que quase todos os funcionários compareçam ao edifício à beira do rio Hudson, marcando um dos retornos mais ambiciosos de Wall Street desde que a Covid-19 sitiou a cidade, mais de um ano atrás. Enquanto isso, o Citigroup não tem planos de trazer sua pessoal para o prédio quase vazio em Tribeca até julho. E ainda assim, o banco informou que a maioria dos empregados pode adotar o trabalho híbrido entre a casa e o escritório por mais tempo.

Essas divergências que estão surgindo no poderoso setor financeiro de Manhattan criam bolsões de otimismo com a economia de Nova York, mas também geram ansiedade generalizada nos escritórios. Líderes temem que seus times sejam menos competitivos se o retorno dos integrantes for lento. Quem tem filhos pequenos se preocupa com a perda da flexibilidade do trabalho remoto — mas também teme que jovens colegas solteiros e concorrentes voltem mais cedo e se beneficiem das vantagens da convivência presencial com executivos ou clientes.

“As mulheres estão absolutamente nervosas com isso”, disse Rob Dicks, responsável por talentos e liderança organizacional nos mercados de capitais da Accenture. “Estou vendo as áreas de Recursos Humanos e de negócios nos bancos reconhecendo, entendendo e começando a planejar avaliações justas.”

Ainda é difícil tirar conclusões amplas sobre o quanto estas questões terão importância para o setor porque cada firma de Wall Street tem uma abordagem diferente. O quadro é similarmente desconexo em Londres, onde muitos bancos ainda estão discutindo planos.

Um dos principais defensores da volta rápida ao escritório, o CEO do Goldman (e DJ amador), David Solomon, marcou o fim da era de trabalho de casa na sexta-feira com o lançamento de um novo single com o título “Aprenda a me amar. ” Seu banco, que vem aumentando o número de funcionários presenciais há meses, disse aos funcionários que ainda não haviam retornado que eles tinham até segunda-feira para decidir como eles voltariam.

Na manhã chuvosa de hoje, os funcionários se abraçavam ao entrar no prédio do Goldman. Eles estão sendo recebidos com comida grátis no refeitório, food trucks e música durante toda a semana. O banco também está instalando cafeteria em todo o prédio para promover conversas mais amenas, com alguns funcionários dizendo que estão gostando dos refrescos gratuitos – mas se perguntando por quanto tempo eles vão durar.

Já no Citigroup, a CEO Jane Fraser ainda está oferecendo flexibilidade aos subordinados, enquanto as campanhas de vacinação progridem, as crianças menores aguardam o acesso a vacinas e algumas opções para deixar os pequenos, como acampamentos de verão, ainda não reabrem totalmente. As decisões dela sobre o processo estão entre as mais importantes que a executiva tomou desde que assumiu o cargo há alguns meses. E nesta fase em que começa a deixar sua marca na instituição, Fraser tem a oportunidade de diferenciar o Citigroup como empregador.

Entre outros que se movem rapidamente, o JPMorgan Chase & Co. já começou a encher seu arranha-céu na Madison Avenue, enquanto sua sede na Park Avenue está em construção. O maior banco do país disse a todos os funcionários americanos para se prepararem para voltar no início do mês que vem, mas a torre ainda terá ocupação limitada.

Em outro lugar em Midtown, gerentes seniores do Bank of America Corp. começaram a entrar no escritório. A empresa não espera um retorno mais amplo do pessoal até o outono.

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