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Salário de homem e mulher só será igual no Brasil no ano de 2116

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Um relatório divulgado hoje pelo Fórum Econômico Mundial revelou que a desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil — uma das mais drásticas do planeta — só será eliminada daqui a 100 anos, caso o atual ritmo de transformações seja mantido.

De um total de 144 países, o Brasil ocupa a 129ª posição no ranking de igualdade de remuneração entre os gêneros. Até Irã e Arábia Saudita, conhecidos por violarem direitos femininos, ficaram mais bem posicionados na lista. As nações nórdicas ocupam o topo do ranking, com a Islândia em 1º lugar.

A diferença salarial entre gêneros no Brasil supera 50% — uma estatística compartilhada com apenas outros cinco países. Enquanto a remuneração média da brasileira é de 11,6 mil dólares por ano, a dos homens corresponde a 20 mil dólares anuais.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, a implementação de políticas pragmáticas ajudariam a reverter rapidamente esse quadro, mas as iniciativas para reduzir a disparidade entre os gêneros têm avançado num ritmo lento demais. Se continuarem assim, seus efeitos só serão conhecidos no Brasil no ano de 2116, diz a entidade.

A participação feminina na política encolheu ainda mais este ano. Embora a chegada de Dilma Rousseff à presidência tenha feito o país escalar algumas posições no ranking geral de 2015, a classificação deste ano é ainda pior do que a de 10 anos atrás. Hoje, nosso Congresso ocupa a 120ª posição entre os países com mais mulheres no legislativo.

Na educação, a diferença voltou a crescer pela primeira vez desde 2011. A desigualdade econômica entre homens e mulheres é mais grave no Brasil do que em países como Paraguai e Cambodja: ocupamos o 91º lugar nesse quesito no ranking global.

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