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Qual é a melhor forma de incluir experiência internacional no currículo?

Cuidado: viagens com a família para a Europa não contam como experiência internacional para o seu CV!


Uma coisa é planejar e, por fim, realizar um intercâmbio. Outra é elencá-lo de forma interessante no currículo — seja no CV ou em plataformas online como o LinkedIn. É importante tanto saber como colocar o intercâmbio no currículo, nos diferentes formatos em questão, quanto saber quais experiências internacionais são mais apropriadas.

Como regra geral, entram para o currículo vivências no exterior que não sejam viagens a lazer. Ainda que o candidato tenha tido várias oportunidades de viajar à Europa com a família (em férias, por exemplo), o que vale são experiências que contem para valer no mercado de trabalho.

Por mais que as viagens a lazer tenham dado ao candidato a chance de ter contato com outras culturas, não é exatamente isso que os avaliadores procuram. Em outras palavras, elenque no seu CV experiências que indiquem a obtenção de uma habilidade determinada, ou a execução de tarefas em ambiente acadêmico ou profissional.

Na lista de itens válidos, entram cursos de pós-graduação, cursos de idiomas em escolas especializadas, intercâmbios acadêmicos em parceria com universidades brasileiras e cursos de verão. Também é interessante para os candidatos listar experiências de voluntariado e qualquer tipo de vivência profissional, mesmo que não remunerada.

Mas onde encaixar essas informações em um currículo organizado e que atraia o olhar de recrutadores? “Normalmente, os currículos tem seções separadas para experiências profissionais, cursos extracurriculares e formação acadêmica”, aponta Lucas Oggiam.

Lucas é gerente da Page Personnel, consultoria especializada em contratação de profissionais. “O ideal é colocar essas experiências nos locais apropriados, assim como demais experiências ou cursos no Brasil”, complementa.

Em vez de descrições, use os resultados do seu intercâmbio no currículo

Como regra geral, o profissional deve se atentar ao tipo de informação que adiciona sobre uma experiência qualquer, seja no Brasil ou em um país estrangeiro. Isso significa, na prática, detalhar de que forma o intercâmbio no currículo serviu em termos de carreira, quais foram as atividades desempenhadas e, por fim, os resultados obtidos.

Em vez de uma simples descrição sobre o estágio no exterior, vale a pena citar projetos conduzidos e os impactos que geraram para o local de trabalho. Por exemplo, uma campanha bem-sucedida em redes sociais ou uma mudança nas operações de uma empresa. No caso de vivências acadêmicas, vale destacar trabalhos e projetos, artigos publicados e idiomas estudados.

Outro ponto essencial é manter-se fiel aos resultados reais dessa experiência, sem exagerar os impactos e o papel do estudante nesse processo. Não vale a pena colocar, por exemplo, fluência em quatro idiomas no currículo para impressionar o recrutador. Afinal, cedo ou tarde no processo seletivo, tais informações podem ser checadas.

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