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Profissionais trocariam sexo por uma semana a mais de férias
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oglobo

Do que você abriria mão em troca de uma semana a mais de férias? Um bom grupo de profissionais deixaria até de fazer sexo, se essa fosse a condição para poderem descansar um pouco mais. Este é um dos dados da pesquisa “Férias Marcadas”, encomendada pelo site de viagens Expedia.com.br, que contou com a participação de 7.855 entrevistados de 24 países na Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul, inclusive o Brasil. Quando perguntados de quais prazeres os funcionários abririam mão por uma semana adicional de férias, 54% dos entrevistados responderam que abririam mão de comida fast food; 48% deixariam de consumir bebida alcoólica; 24% ficariam sem sexo e 9% disseram que deixariam até de tomar banho por mais uma semana de descanso.

Diretor da Mira RH, Roberto Carlos Lima Costa acredita que o anseio por um descanso maior, mesmo que isso represente abrir mão de outros “prazeres”, revela a necessidades dos profissionais de se desconectarem do trabalho, conseguindo desta forma recarregar suas baterias desgastadas por um trabalho extenuante e que, muitas vezes, não lhe proporciona bem-estar:

— A expectativa das férias é sempre grande: os preparativos, comprar passagens, decidir o itinerário, tudo tem que estar adequadamente organizado. Férias proporciona lazer, mais tempo com a família e, principalmente, descanso. Que traz um retorno grande também para a empresa, na volta deste funcionário mais comprometido, disposto e feliz.

Mais do que a pressão, o objetivo do estudo era entender o quanto as férias são importantes na vida das pessoas, por isso, perguntamos quais prazeres seriam sacrificados em troca de mais uma semana de férias e, com base nisso, percebeu-se que o período de férias é uma das coisas mais prazerosas da vida, explica Fernando Botelho, gerente de marketing da Expedia.com.br.

Segundo Giovani Falcão, gestor de Carreiras e projetos da Top Quality, a pesquisa evidencia um desgaste emocional do profissional e a necessidade cada vez maior do afastamento das atividades para uma reciclagem. Ele ressalta que a dinâmica do dia a dia e a escassez de tempo fizeram com que as atividades sociais e o lazer se tornassem tanto obrigatórias quanto fundamentais para a reciclagem do profissional que tem uma rotina agressiva de metas.

Às vezes, no entanto, a necessidade de um período de ócio total, abrindo mão até daquilo que é desfrutado com prazer, às vezes prevalece:

Antigamente, era muito comum o funcionário negociar com o empregador a possibilidade de tirar menos tempo, o chamado “vender férias”. Esse procedimento já está em desuso, principalmente pela pressão do trabalho. As pessoas querem aproveitar ao máximo o tempo de descanso.

— A maioria das pessoas diz que as férias as deixam mais felizes, descansadas, mais perto da família e mais relaxadas. Essas são todas as emoções que correspondem a um funcionário produtivo. É algo paradoxal: passe mais tempo longe do trabalho e você estará mais motivado — diz John Morrey, vice-presidente e diretor geral da Expedia.com.

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