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Procura-se profissional flexível: veja quais carreiras vão ‘bombar’ em 2017
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Há vagas para hacker em 2017. E não é para vasculhar a privacidade alheia e nem devassar dados sigilosos de governos. A missão desse profissional é fazer a empresa crescer mais.

No ano que começa hoje, o mercado de trabalho aponta para carreiras que integram departamentos, usam tecnologia para desburocratizar tarefas e produzem mais com menos dinheiro em caixa. A tendência foi apontada por cinco das maiores consultorias de recrutamento do país.

"A crise mostrou que é preciso abrir novas frentes de trabalho e produtos", afirma Lúcia Costa, especialista em transição de carreira, da consultoria Stato.

É esse o ecossistema ideal para um growth hacker (hacker de crescimento). A função, que surgiu em start-ups de tecnologia, cria estratégias para atrair consumidores.

Giovanni Lucas, 32, é growth hacker da empresa Superlogica. Sua missão é fazer crescer o número de usuários de um aplicativo que integra um sistema de pagamentos de condomínios. Lucas analisa dados digitais e aplica testes de aceitação da ferramenta nas redes sociais.

"Conseguimos inovar num segmento rígido. Com o aplicativo, as administradoras têm levado novos produtos e serviços aos condôminos."

Fazer as pessoas gastarem e ainda se sentirem felizes por isso, tarefa quase impossível em tempo de crise, é a função da designer Andressa Curvelo, 29, desenvolvedora UX (de experiência do usuário). Ela analisa o comportamento do cliente. "Se a gente resolve o problema de quem está pagando por um serviço ou produto, a empresa lucra."

A área exige um profissional híbrido. Não basta só dominar a tecnologia, diz Curvelo. "O profissional também terá que desenvolver os layouts dos produtos."

Por isso, a competência da vez será a flexibilidade, diz Felipe Brunieri, gerente da consultoria Talenses. "Quem tem uma visão holística da empresa e lida com diferentes áreas ao mesmo tempo será mais bem-sucedido", afirma Brunieri.

Luiz Guglielmi, diretor do centro de serviços compartilhados, trabalha com a integração do sistema de TI dos supermercados do grupo Makro na América do Sul. Essa função, uma das mais aquecidas para o novo ano, tem ganhos de até R$ 40 mil para quem é experiente.

Até 2019, a meta de Guglielmi é criar novos softwares para melhorar os serviços de compra. "Com isso, vamos enxugar em até 40% o total de profissionais de TI."

INGLÊS

A exigência de um bom conhecimento de inglês também só aumenta. "Não basta mais só o conhecimento técnico", afirma Rudney Júnior, da consultoria BR Talent. Nem os profissionais da área contábil escapam: quem comprova fluência aumenta o ganho em até 35%.

Para o economista Marcelo Neri, professor da FGV, é a boa formação que vai habilitar o trabalhador a se manter empregado num cenário com pouco poder de barganha. "Cada ano de ensino superior representa, em média, um aumento de 21% na renda do trabalhador", diz Neri.

AUTOAVALIAÇÃO

Para onde está indo a minha carreira? Essa é a pergunta que todo profissional precisa fazer para não se perder diante das novas áreas de atuação que estão surgindo, segundo especialistas.

"As mudanças são lentas. O problema é que o brasileiro trabalha para pagar contas e não tem estratégias a médio e longo prazo para se reposicionar no mercado de trabalho", diz a gestora empresarial Andreia Deis.

Psicólogos trocaram as clínicas pelo RH das empresas. Advogados têm deixado de "apagar incêndios" jurídicos para assumir posições mais preventivas, como a de compliance.

"Tudo isso aconteceu de repente? Não. O que houve foi uma mudança na empregabilidade, e quem enxergou isso está bem posicionado", afirma Deis.

Para seguir as tendências no campo do trabalho, é preciso avaliar a bagagem de conhecimento, segundo o administrador de empresas Reinaldo Passadori, especialista em educação corporativa. "O profissional deve observar se o que ele sabe hoje fará sentido nos próximos cinco anos", afirma Passadori.

Olhar para frente exige planejamento. "Se o trabalhador quer estabilidade no futuro, não faz sentido ir para o setor financeiro, que é agressivo e instável", diz Elisabete Adami, professora de administração da PUC-SP.

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