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Nubank planeja contratar 3.300 mulheres para ter igualdade na liderança

O banco digital quer ter metade dos cargos de liderança ocupados por mulheres em menos de cinco anos


(Paulo Whitaker/Reuters)

O Nubank, o quarto maior banco da América Latina, anunciou mais uma meta de diversidade: ter metade dos cargos de liderança ocupados por mulheres em menos de cinco anos. Para isso, eles planejam contratar 3.300 mulheres nesse período.

A estimativa de contratações é superior ao número atual de funcionários da empresa, que emprega mais de 3 mil pessoas no Brasil, México, Colômbia, Argentina, Alemanha e Estados Unidos. No momento, as mulheres representam 41% desse total e 39% dos cargos de gestão.

Segundo sua cofundadora, Cristina Junqueira, o objetivo é alcançar a meta de igualdade antes do prazo: “Queremos ser a empresa mais igualitária do setor de tecnologia da América Latina, quem sabe do mundo todo. Temos um percentual alto de mulheres quando comparamos com outras empresas, mas queremos melhorar ainda mais. Traçamos essa meta para os próximos cinco anos e o nosso objetivo é alcançá-la antes”, afirma.

Junqueira é referência no mercado nacional para mulheres no setor financeiro e das startups. Ela é mãe de duas filhas e sempre defendeu que, mesmo como líder na empresa, ainda é possível sair às 17h para buscar as crianças na escola.

No início do ano passado, ela estava de licença maternidade. Na empresa, 93% das pessoas que usaram o benefício optaram pela licença estendida de seis meses.

“Sabemos da importância de ter referências femininas em cargos de liderança. O contato com líderes mulheres ajuda outras mulheres a alcançarem altas posições e a ficarem mais tempo nas empresas. Por isso, nos últimos anos, temos desenvolvido políticas de equidade, tanto de contratação como de inclusão”, comenta a cofundadora em nota de divulgação.

Em janeiro, o Nubank levantou 400 milhões de dólares em sua sétima rodada de financiamento e passou a ser avaliado em 25 bilhões de dólares. A empresa agora está atrás somente de Itaú, Bradesco, Santander na América Latina e se tornou o maior banco digital independente do mundo.

Além da diversidade de gênero, a empresa também estabeleceu um compromisso com a diversidade racial. A meta é contratar 2 mil pessoas pretas e pardas até o final de 2025. O Nubank espera ter ao menos 30% de funcionários negros e 22% de representatividade em cargos de gerência.

O banco digital também vai criar um centro de tecnologia e experiência do cliente da empresa em Salvador (BA), o NuLab, e chamou a empreendedora social Monique Evelle para comandar o projeto.

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