Av. Senador Lemos, Umarizal, Belém/Pará

No Japão, 40% da população dorme menos de 6h por dia por excesso de trabalho


O premiê japonês, Shinzo Abe, chegou ao poder quatro anos atrás prometendo reforma no mercado de trabalho, com maior participação das mulheres e uma relação mais equilibrada entre o emprego e a vida doméstica.

A realidade, porém, é que os japoneses dormem menos hoje do que antes do governo Abe, gerando uma preocupação cada vez maior de que a população em seus esforços para combater os efeitos da deflação, do declínio demográfico e do crescimento econômico medíocre está trabalhando até morrer.

Dados do governo local, de 2015, mostram que 39,5% dos japoneses dormiam menos de seis horas por dia —dado pior até que os dos anos 1980, na época frenética da bolha de crescimento econômico.

O índice, que é recorde, representa aumento de 8% em relação a 2014 e de 15% ante o ano anterior à posse de Abe.

Em outro recorde, 8,4% da população diz dormir menos de cinco horas ao dia –menos que o mínimo recomendado.

A culpa, dizem os homens, é o excesso de trabalho.

Para as mulheres, as que estão na casa dos 20 anos, a explicação é o celular (afirmam adiar o sono por causa de jogos ou de troca de mensagens). A preocupação das que têm 30 ou 40 anos é o excesso de trabalho com a casa e com os filhos —uma área que as reformas de Abe não cumpriram o prometido.

Desde 2013, os dados oficiais mostram que até 220 pessoas morreram por ano no país por excesso de trabalho, mas grupos de defesa dos trabalhadores suspeitam que esse número seja bem maior.

De cada cinco empresas japonesas, uma diz que seus empregados acumulam em média 80 horas extras por mês.

Notícias relacionadas

Deixe um comentário