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Não deixe a crise pessoal afetar a vida profissional
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O Globo



Todo mundo tem problemas pessoais, seja de saúde, a perda de alguém próximo, dificuldades financeiras ou brigas familiares. Mas, como é preciso trabalhar, o profissional deve aprender a adequar essas crises a seu dia a dia no trabalho, para não prejudicar seu desempenho e também o dos colegas.

O ideal, claro, é tentar manter as crises pessoais fora do ambiente de trabalho. Mas, quando não for possível, para os especialistas, é preciso ter maturidade e se esforçar o máximo para reorganizar o seu cotidiano profissional para que este não seja também afetado pelos problemas caseiros.

Dependendo do tipo de problema e de suas interferências negativas na produtividade, o mais saudável é o profissional negociar seu afastamento até a resolução do mesmo, afirma Ylana Miller, sócia-diretora da Yluminarh e professora do Ibmec:

— Quando esta “roda da vida” não está equilibrada, dificilmente o profissional alcançará o resultado esperado no trabalho.

Ylana ressalta que uma conversa sincera com a chefia imediata pode ser o primeiro passo para que a crise pessoal não acabe afetando o lado profissional. Se necessário, o profissional não deve ter receio de negociar uma ausência temporária:

— Respeite o seu momento, suas dificuldades e tenha foco na resolução do problema. Se preserve sempre, evitando a divulgação do problema que estiver vivenciando, para que não seja assunto da ‘rádio corredor’, por exemplo.

Para Caroline Pfeiffer, diretora de gestão da mudança da consultoria LHH|DBM, é importante lembrar que somos seres integrais. Isto é, não existe esta fronteira física e mental dos diversos aspectos da nossa vida que por vezes tentamos criar:

— Em tempos de alta conectividade, a pessoa leva, sim, o trabalho para casa e a casa para o trabalho. A questão é qual o foco e prioridade em cada momento, e como defini-lo e respeitá-lo.

Segundo Ylana, é aconselhável que o profissional mantenha uma postura mais reservada nos ambientes da empresa, evitando expor seus problemas e insistir em pedir opiniões. Caso contrário, correrá o risco de ser considerado inconveniente.

Caroline, por sua vez, lembra que a pessoa pode se tornar inconveniente, sim, se escolher o lugar, hora e forma errada para expor questões pessoais, o que não significa que deva ser um super homem ou super mulher. Segundo a especialista, se o profissional estiver com alguma questão que exija que se ausente por um período, deve fazê-lo, demonstrando responsabilidade com seu trabalho e, também, com sua família, saúde, finanças. Isso, diz ela, demonstra que seus valores pessoais e morais são consistentes e permitirá que retorne com foco e produtividade, atitudes que têm valor para a empresa.

— Problemas e crises pessoais vão sempre afetar nossa vida profissional e isso é “ser” humano. A questão é qual a dimensão que damos à elas em que ambientes e qual a nossa capacidade de enfrentá-las. Você quer ser uma “novela” ou um “caso de sucesso”? — questiona Caroline.

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