Av. Senador Lemos, Umarizal, Belém/Pará

Nada de rosas: o dia da mulher na Vivo terá debate sobre violência

Para o Dia Internacional da Mulher, a empresa promoverá uma debate com especialistas sobre o enfrentamento à violência contra a mulher


No Brasil, cerca de 13 mulheres foram assassinadas por dia em 2017, segundo a edição de 2019 do Atlas da Violência. Ao todo, 4.936 mulheres foram mortas, o maior número registrado desde 2007.

E de acordo com os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em 2018, a cada 2 minutos uma mulher foi vítima de violência doméstica, totalizando 263.067 casos. Com números preocupantes sobre a realidade das mulheres brasileiras, o mês de março, quando ocorre o Dia Internacional da Mulher (dia 8), não é para celebração, muito menos um mar de rosas.

O tema da violência contra a mulher foi levantado durante uma das reuniões do grupo de diversidade da Vivo que discute questões de gênero. Entre funcionários e líderes da empresa, todos concordaram que as organizações têm um papel importante para começar conversas.

No dia 24 de março, a Vivo terá palestras para seus mais de 32 mil colaboradores, 55% homens e 45% mulheres, com especialistas sobre violência contra a mulher e como combatê-la, contando com representantes da ONU, da Promotoria Pública e de outras empresas que consideram exemplares.

Segundo Niva Ribeiro, vice-presidente de Pessoas na Vivo, a companhia precisa representar a sociedade e também criar discussões acerca de seus problemas.

“Precisamos ter conversas maduras para criar um ambiente de respeito. Cada vez mais, vamos qualificar e amadurecer temas que são pertinentes para a sociedade e que têm seu impacto dentro da empresa. A sociedade vem com os preconceitos estruturados, já abrimos conversas em outras ações e agora vamos falar sobre violência contra a mulher”, fala a VP.

Com dois anos da atuação do grupo de diversidade da empresa, Ribeiro conta que é possível ver grandes mudanças na empresa, que começam com o treinamento dos líderes sobre diversidade e se estende para contratações conscientes em todos os níveis de profissionais, desde mais mulheres como técnicas para instalação telefônica até 25% de representatividade dentro do conselho de administração.

Entre as ações inovadores da empresa que surtiram efeito, está a necessidade da presença de candidatas entre os finalistas para qualquer vaga aberta e vínculo da meta de diversidade da empresa ao bônus de seus executivos.

“Adotamos várias ideias dos grupos de afinidade sobre raça, gênero, pessoas com deficiência e LGBTQ+ para que as pessoas se sintam confortáveis para trabalhar aqui. Como espaço de amamentação para quem retorna da licença-maternidade e o uso do banheiro pela identidade de gênero”, comenta Ribeiro.

Junto a ação de março, a empresa também oferece um canal anônimo e administrado por uma empresa terceira que dá assessoria jurídica para funcionárias vítimas de violência.

Notícias relacionadas

Deixe um comentário

Preferências de Privacidade
Quando você visita nosso site, ele pode armazenar informações através de seu navegador de serviços específicos, geralmente na forma de cookies. Aqui você pode alterar suas preferências de privacidade. Observe que o bloqueio de alguns tipos de cookies pode afetar sua experiência em nosso site e nos serviços que oferecemos.