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Mesmo com pandemia, 47% das empresas não investiram em saúde mental

Entre as que tomaram alguma iniciativa, apenas 11% das empresas oferecem terapia pelo plano de saúde e 18% tem alguma equipe de saúde psicológica


(Westend61/Getty Images)

Um em cada quatro brasileiros sente que a empresa em que trabalha não está preocupada com a saúde mental do funcionário. Uma pesquisa realizada pela empresa Vittude mostra que isso não é só uma impressão dos funcionários. Desde o início da pandemia, 47% das empresas não tomaram nenhuma iniciativa para melhorar a saúde mental dos funcionários.

Entre as que tomaram alguma iniciativa, apenas 11% das empresas oferecem terapia pelo plano de saúde e 18% tem alguma equipe de saúde psicológica no local.

Problemas de insônia e ansiedade foram os mais relatados pelos profissionais ouvidos, com 33% de ocorrência dos dois casos.

Desde o início da pandemia, o debate sobre os impactos do isolamento social sobre a saúde mental tem ganhado força. Outra pesquisa divulgada em setembro mostra que 37% das empresas registraram aumento de doenças psiquiátricas.

Quase metade dos entrevistados afirma que deixou de fazer aquilo que lhes dava prazer, como atividades físicas ou de lazer. Para 33%, houve sobrecarregamento com o acúmulo de funções e 24% tiveram dificuldade de manter a rotina da casa funcionando.

Entre as fontes de sentimentos ruins apontadas pelos brasileiros estavam as notícias e as redes sociais. 42% dos entrevistados acredita que as redes sociais contribuem diretamente para quadros de ansiedade.

Antes da pandemia, dados da Organização Mundial da Saúde já apontavam o Brasil como o que tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno.

Apesar do aumento dos sintomas relacionados à ansiedade e depressão, 62% das pessoas afirma que passaram a entender mais a importância de cuidar da saúde mental durante este período.

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