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Iniciativa da Unicef vai criar 1 milhão de oportunidades para jovens

Junto a empresas, o fundo da ONU quer oferecer em dois anos 1 milhão de oportunidades de educação, empreendedorismo e emprego para jovens


(Getty Images)

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou na última quarta-feira, 28, a iniciativa “Um Milhão de Oportunidades” focada em jovens brasileiros entre 14 a 24 anos.

Em dois anos, a organização 1 milhão de oportunidades de carreira com o foco em quatro pilares: acesso à educação de qualidade; inclusão digital e conectividade; fomento ao empreendedorismo e protagonismo; e acesso ao mercado de trabalho.

O programa foi feito em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), empresas e a sociedade civil. O objetivo é remediar os efeitos da crise em um momento em que o Brasil possui a maior população de jovens e adolescentes de sua história. São mais de 48 milhões de pessoas de 10 a 24 anos que podem perder chances de se desenvolver para o futuro.

“Uma oportunidade pode transformar uma vida. Uma vida transformada por mudar uma comunidade. Um milhão de oportunidades pode mudar o Brasil”, fala Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

No país, um em quatro jovens não estuda e nem trabalha. Ao mesmo tempo, a tecnologia está mudando o perfil das vagas de emprego, enquanto a pandemia acelerou tendências do futuro do trabalho.

O primeiro desafio que a iniciativa será dar acesso à educação para os jovens impactados pela crise e que estão fora da escola. O foco também será oferecer um currículo adaptado às novas habilidades exigidas pelo mercado.

São mais de 30 empresas que já apoiam o “Um Milhão de Oportunidades”. Segundo Bauer, mais companhias se juntam a cada dia ao grupo composto por Americanas, Bayer, Aegea, CIEE, Claro, Colgate, Google, Heineken, Magazine Luiza, Mastercard, P&G, PwC, Saint Gobain, Stefanini, Unilever e Wall Jobs.

No Brasil, o Comitê Programático da iniciativa é composto por UNICEF, OIT, Fundação Roberto Marinho, Itaú Social, Instituto Unibanco e United Way

Para Wilson Risolia, da Fundação Roberto Marinho, tomar medidas agora pelo desenvolvimento da juventude será crucial para o futuro do país. Ele mostra que não investir no jovem tem gera seu custo: a evasão social gera um custo social de R$ 214 bilhões por ano.

“A agenda ESG é uma realidade no mercado hoje. Talvez uma das que mais reverberou foi a iniciativa (de trainee) do Magazine Luiza. Permitir desigualdade é socialmente injusto e desumano. E do ponto de vista econômico parece meio insano. Quanto mais pobreza, menos geração de renda, todo o sistema de corrói, a qualidade de vida do coletivo se deteriora. E todo mundo paga essa conta”, fala Risolia.

Para oferecer as oportunidades, os parceiros da iniciativa estão fazendo um mapeamento de vagas abertas e outras caminhos de desenvolvimento, com cursos e mentorias, por exemplo. Tudo ficará disponível na plataforma digital do programa (1mio.com.br).

O principal público que eles desejam atingir são adolescentes e jovens de 14 a 24 anos, em situação de vulnerabilidade, como negros e pardos, indígenas, adolescentes e jovens moradores de periferias urbanas e áreas rurais e pessoas com deficiência.

Segundo Juliana Azevedo, CEO da P&G Brasil, atingir a meta de 1 milhão de oportunidades será um esforço conjunto e que vai além de simplesmente abrir uma vaga na empresa. Ela fala que a diversidade e o papel social das empresas deve fazer parte integral da estratégia.

“É uma jornada, demanda esforço e há de se ter uma convicção da liderança. E a mobilização vai ter que existir dentro das grandes empresas e também nas pequenas e médias”, diz.

Para a CEO, a iniciativa tem força por suas características agregar diferentes agentes da sociedade, promover a trocar de experiências e dar acessibilidade. “Em grandes crises, grupos menos privilegiados tendem a dar passos para trás. Nossa mobilização quer reverter essa movimentação natural e dar passos para a frente”, comenta ela.

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