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Elas existem: as carreiras em que mulheres ganham mais que homens
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Você já deve ter ouvido falar muitas vezes na disparidade salarial: na média, mulheres ganham menos que os homens, tanto no Brasil quanto no mundo.

Isso não quer dizer que, em todos os empregos, elas fiquem atrás.

A empresa americana Bloomberg fez um levantamento dentro de carreiras tipicamente masculinas – áreas chamadas de STEM, acrônimo em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática. No meio delas, encontrou carreiras em que as mulheres ganham mais que os homens nos Estados Unidos.

Dos 20 cargos STEM mais bem remunerados, as mulheres ganham melhor em dois: na gerência das áreas de engenharia e arquitetura e na posição de engenheiras químicas.

Quão mais essas profissionais ganham? A Bloomberg aponta que o salário das gerentes equivale a 104,7% do pagamento dos homens.

Ou seja, para cada dólar que eles ganham, elas faturam 4,7 centavos a mais. Quanto às engenheiras químicas, a vantagem é menor: de 0,01 centavos a mais para cada dólar no salário.

No entanto, a parte que mais surpreende da pesquisa da empresa é que essas duas carreiras se destacam por terem pouquíssimas mulheres na área: são apenas 8,5% de mulheres como gestoras e 15% delas como engenheiras químicas.

Ou seja: as carreiras que pagam melhor as mulheres estão entre as mais fechadas para elas.

Isso parece ser uma tendência, como mostra o gráfico da Bloomberg:

As carreiras mais bem remuneradas tem pouquíssima incidência feminina.

Já em áreas mais igualitárias, como analistas de operações (onde quase 50% dos profissionais são mulheres), a disparidade salarial está entre as maiores: uma analista ganha 83% do que um colega homem ganha. As mulheres que trabalham com estatística também estão 7% abaixo em termos de pagamento.

Faltam mais estudos para explicar porque as maiores lacunas salariais estão justamente nas áreas com mais mulheres.

Mas uma possibilidade pertinente de explicação é simplesmente histórica: as posições com mais mulheres estão abertas a elas há mais tempo.

Assim, elas mantêm a tradição de pagá-las menos desde o tempo em que isso era aceitável.

Se isso for verdade, a boa notícia é que as profissões em que a entrada feminina é mais recente podem estar sendo mais justas nas suas remunerações.

A má notícia é que o número de mulheres usufruindo dessa justiça é muito pequeno – e para a exceção virar a regra, segundo o Fórum Econômico Mundial, vai levar “só” 170 aninhos.

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