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Cris Junqueira recomenda devorar este conteúdo para trabalhar no Nubank

A cofundadora do Nubank conta uma das únicas coisas que não consegue ensinar aos funcionários


Em suas redes sociais e em palestras, Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, não consegue escapar de uma pergunta: como eu faço para trabalhar aí?

Para os profissionais ansiosos por uma fórmula mágica, ela dá um dever de casa: devorem os conteúdos que temos nas redes sociais e no blog da empresa.

Junqueira recomenda que as pessoas não peçam por esta dica, pois todo o conteúdo que precisam já é público.

O blog da fintech, o ‘Fala, Nubank’, não fala apenas de novos produtos e ensina sobre finanças, mas conta sobre as diferentes áreas, opções de carreira e histórias dos funcionários. O LinkedIn da startup também é um bom começo, segundo ela.

A bronca da executiva fica aí: quer trabalhar em uma empresa inovadora e não se dá o trabalho de ler?

Para ela, essa característica se relaciona muito com a cultura da empresa. Eles sempre buscam pessoas que se identificam com os valores do negócio. E ela compartilha uma frase que sempre diz para seu sócio, David Vélez: “Posso ensinar o que for para a pessoas, mas não posso ensinar a se importar”.

Segundo ela, esse traço tem de vir de dentro e ninguém trabalha no Nubank para ficar milionário.

“Claro que as pessoas têm de ser bem remuneradas. Mas você não vai encontrar uma pessoa no Nubank que vai falar: ‘Ah, tive de vir para o Nubank, sabe por quê? Me fizeram uma proposta milionária, aí não teve jeito, não pude recusar’. A gente não faz isso, a gente traz as pessoas que se importam com o que a gente está fazendo aqui”, conta.

Inovação

A inquietação de resolver problemas deve ser parte central de negócios inovadores — e a executiva fala que todos os seus colaboradores compartilham dessa responsabilidade.

Por isso, o Nubank não tem um time de inovação. E Cristina reforça que nunca teve, mesmo que pessoas de fora procurem com frequência o contato desse time. E ela rebate: “Olha só, não tem time aqui que não seja digital. É todo mundo de digital, é todo mundo de inovação. Todo mundo tem de fazer as coisas diferentes, todo mundo tem de estar o dia inteiro, acordando, dormindo, comendo, indo ao banheiro, tomando banho, e pensando em problemas que precisam resolver de um jeito diferente”.

Para ela, inovação é apenas isso: resolver um problema comum de forma diferente. De sua experiência anterior no mercado financeiro, ela tirou o conhecimento para a produção do primeiro produto, o cartão de crédito, desde o contato com fornecedores até quando chega nas mãos do cliente. De resto, ela quis mudar tudo — desde se livrar de faturas no papel até criar um ótimo atendimento.

Enquanto muitos teorizam sobre ideias novas de pagamento usando um anel ou uma roupa, ela defende que não é necessário ir tão longe para causar disrupção em um setor.

“As pessoas acham que inovação é só carro voador. Não é”, comenta ela. “É resolver problemas do dia a dia. Somos brasileiros, da hora de acordar até a hora de dormir, a gente tropeça em problemas o dia inteiro. Vai consertar, escolhe um.”

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