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Concurso da Polícia Rodoviária Federal é suspenso
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O Globo

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) comunicou a suspensão das próximas etapas do concurso para 216 vagas de agente administrativo, cujas provas objetivas foram aplicadas no último domingo, dia 25. De acordo com o órgão, a seleção foi suspensa administrativamente até que a investigação sobre problemas que ocorreram durante a aplicação das provas objetivas, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, seja concluída.

O Departamento de Polícia Rodoviária Federal e a Consultoria Jurídica do Ministério da Justiça, estão analisando os documentos recebidos da Funcab, organizadora do concursos, a respeito do incidente ocorrido em um dos locais de prova na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A interrupção do processo de seleção foi comunicada na noite de terça-feira, data em que estava prevista a divulgação do gabarito da prova objetiva, na página da PRF no Facebook. Em seu site, a Funcab informou apenas que a divulgação do gabarito não seria realizada na terça-feira a pedido da comissão nacional do concurso. Além das provas escritas (objetivas e discursiva), o concurso prevê investigação social.

Na noite de domingo, dia da prova do concurso, a PRF comunicou que 415 candidatos que fariam as provas em um dos blocos do Colégio Dom Bosco, na capital mato-grossense, não receberam os cadernos de prova. E solicitou à organizadora um relato oficial do ocorrido, estabelecendo prazo de 24 horas para que esta se manifestasse. Na segunda-feira, a Funcab informou estar tomando as providências cabíveis e apurando as denúncias, divulgando uma página do concurso na internet, por meio da qual afirmava que a seleção transcorria normalmente, além de negar que o ocorrido em Campo Grande tenha colocado o concurso em risco. No decorrer do dia, o comunicado foi retificado. Entre as alterações feitas no comunicado, foi determinada a retirada da parte final onde se destacava que as condições para a realização das provas foram restabelecidas a tempo.

De acordo com o advogado especialista em concursos, Sérgio Camargo, o procedimento em casos como este é a suspensão do concurso e, até o momento, a atuação da administração está correta, por estar informando publicamente que fará as averiguações necessárias sobre o ocorrido. Ele acrescenta que, como determina a lei do processo administrativo federal (9.784/99), a sindicância deverá durar 30 dias, podendo se estender por igual período. Ou seja, o prazo total para a situação ser resolvida é de até 60 dias.

— Salvo outro juízo, não penso que o concurso deva ser anulado, ou que esta etapa, por ter apresentado irregularidade em apenas uma cidade, seja reaplicada a todos os candidatos país afora — afirma Camargo.

Neste caso, ele acredita que o mais razoável é que os candidatos prejudicados, e apenas eles, refaçam a etapa, garantindo-se a eles o mesmo nível de avaliação direcionada aos outros candidatos.

Camargo, no entanto, faz um alerta aos candidatos, para que estes fiquem atentos para observar se a comissão de concurso vai extrapolar o prazo de 60 dias para conclusão das averiguações, caso em que devem buscar apoio do Ministério Público ou ingressar na Justiça.

Para o professor do site Questões de Concursos, Alexandre Soares, não há dúvidas de que a suspensão, neste caso, era a melhor decisão a ser tomada para garantir a lisura no processo seletivo, uma marca, inclusive, das seleções a cargo da Funcab, ressalta.

— As investigações, nesses casos, são sérias e conclusivas, por isso os candidatos devem ficar tranquilos e certos de que o resultado será melhor para todos. Todos os envolvidos também devem ficar atentos e acompanhar as decisões.

Jociane Louvera, professora do Universo do Concurso Público, diz que, neste momento, é necessário manter a calma para passar esta fase:

— Esse é realmente o melhor caminho. Sabemos que a vida do concursando é de muita tensão e expectativa, e frustrar o sonho de quem seriamente fez a prova e se preparou para os exames, é muito sério. A suspensão se deu para que tudo seja esclarecido.

As provas objetivas foram aplicadas em todas as capitais do país e, ao todo, eram esperados 259.136 candidatos. O cargo de agente administrativo exige ensino médio completo e a remuneração inicial oferecida é de R$ 3.937,77. A seleção visa à substituição de terceirizados irregulares.

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