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Cerveja com guaraná? Estagiários da Ambev vencem desafio com nova bebida

Os 250 estagiários da empresa tiveram um grande desafio no último semestre: fazer a proposta criativa para uma nova cerveja


Quando o programa de estágio da Ambev promete que os estudantes terão autonomia e serão donos de projetos, eles não estão de brincadeira.

Os 250 estagiários da empresa tiveram um grande desafio no último semestre: fazer a proposta para uma nova cerveja ou uma variedade para alguma de suas marcas.

Com o desafio Beer Champs, a ideia era estimular a criatividade e compartilhamento de conhecimento entre os estudantes, assim como ensiná-los sobre todo o processo da produção do produto. Mas o resultado foi surpreendente.

“A gente não esperava um nível tão completo nos projetos. Foram várias e várias surpresas durante o processo. É incrível o nível de maturidade dos jovens. Todos foram consistentes com as marcas e chegaram a níveis muito bons de profundidade”, comenta Renato Biava, diretor de Gente e Gestão da Ambev.

Além da entrega acima do esperado, ele acredita que o programa foi um sucesso no desenvolvimento de habilidades para a carreira dos jovens.

Em especial, ele destaca o trabalho em equipe e a liderança. “Todo projeto tem como característica em comum trabalhar com outras pessoas para chegar a algum resultado. Essa habilidade não é tão estimulada, mas é exigida no mercado de trabalho”, diz o diretor.

Entre mais de 40 proposta, uma banca escolheu a campeã: uma cerveja do estilo belga Saison com adição de guaraná. A união da marca Colorado com a fruta cultivada de sustentável na Fazenda Santa Helena, no município de Mauês (AM).

A nova linha foi chamada de Maué e a equipe de quatro estagiários acompanhou a produção de um lote da cerveja, apenas para degustação interna, pois ainda não existem planos para comercialização.

Segundo Nicolli Spaciari, parte do grupo vencedor, o conceito que buscavam era focado na sustentabilidade.

“Acreditamos que a Ambev, que já tem projetos em diversas frentes, poderia liderar uma iniciativa focada na preservação. A maneira que encontramos foi a criação de um rótulo que lembrasse os brasileiros das riquezas da Floresta, com uma matéria-prima considerada um ícone nacional”, explica ela.

Na proposta, eles até incluíram cálculos para que o produto tivesse preço viável para o consumidor e ainda pudesse reverter metade do lucro para projetos de preservação.

Para Christian Vernize, também integrante do grupo, existem duas grandes lições que ele levará para o resto da carreira: trabalhar fora da sua zona de conforto e encontrar soluções simples.

“No decorrer dos projetos, por vezes tentamos fazer análises complexas para fundamentar nossas decisões ao ponto de serem mirabolantes, confusas e não nos permitir comunicar nossa ideia, sendo que um gráfico simples que já tínhamos em nosso banco de dados justificava ainda melhor nosso ponto de vista. Muitas vezes o menos é mais, não complique”, comenta ele.

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