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5 sinais de que você está à beira da estafa
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Cansaço e estresse são ingredientes quase inevitáveis da vida moderna. Mal administrados, porém, esses fatores podem levar a um completo esgotamento físico e mental, com graves consequências para a sua saúde.

O nome dessa condição é estafa, diz Ana Merzel, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital Albert Einstein. “É como se a sua garrafa estivesse cheia, e não coubesse mais nenhuma gota d’água dentro dela”, explica a especialista.

A sensação pode ser entendida como um transbordamento, mas também como um esvaziamento: o profissional estafado se percebe desprovido de recursos para lidar com as situações mais simples do cotidiano.

Sem tratamento, a condição pode incapacitar uma pessoa para o trabalho e para a vida em todas as suas esferas. Segundo um recente estudo da ISMA-BR (International Stress Management Association do Brasil), a estafa aumenta em até 70% as chances de adoecimento físico ou mental.

Para manter distância das estatísticas, é importante prestar atenção aos sinais de que o esgotamento está se aproximando — o que não é raro em tempos de crise econômica.

“As pressões causadas pela recessão, somadas ao aumento na carga de trabalho, contribuem para a incidência da estafa entre os brasileiros”, diz Helder Valério, gerente de gestão e promoção de saúde da consultoria Mercer Marsh.

Confira a seguir 5 indícios de que você está perto da estafa, segundo os especialistas consultados:

1. Você descansa, mas continua cansado

Suas noites são agitadas, entrecortadas e cheias de pesadelos? Mesmo depois de horas deitado na cama você continua exausto? Segundo Ana Maria Rossi, presidente da ISMA-BR (International Stress Management Association do Brasil), a dificuldade de ter um sono reparador é um dos primeiros sinais de o esgotamento está batendo à sua porta.

2. O seu comportamento mudou

Muitos profissionais à beira da estafa às vezes se surpreendem com a própria agressividade. “Se antes você reagia a uma situação com tranquilidade, passa a responder com rispidez e impaciência”, diz Ana Merzel, psicóloga do Hospital Albert Einstein. O outro extremo também pode acontecer: algumas pessoas se tornam indiferentes e passivas diante de situações que antes eram estimulantes para elas.

3. Você está sempre tentando adiantar tarefas (mas continua atrasado)

Outro sinal importante é a perda de produtividade, causada por uma queda nos níveis de atenção, concentração e memória recente, afirma Rossi. O trabalho perde qualidade ou se torna mais lento. Associado à ansiedade, outro sintoma comum, o baixo rendimento cria uma sensação de estar sempre em falta com o trabalho. “Você tenta adiantar tarefas, mas perde cada vez mais prazos”, diz Merzel.

4. Seu corpo começou a “se queixar”

Cefaleia, gastrite, dores no corpo, queda na imunidade e reincidência de problemas respiratórios, como a gripe, podem indicar diversos problemas de saúde. Um deles é a aproximação de um esgotamento físico. Alterações no apetite também podem acontecer, segundo Helder Valerio, gerente da Mercer Marsh. Se você está comendo menos do que o habitual ou anda exagerando nas refeições, é bom prestar atenção.

5. Sua autoestima está em crise

Sentimentos de fracasso e incerteza quanto ao futuro são comuns em tempos de crise econômica. Mas é importante observar se eles não estão comprometendo a sua motivação para as atividades diárias — do trabalho à academia. “Verifique se o desânimo não está causando uma sensação crônica de impotência e inadequação”, diz Rossi. “No limite, esses sentimentos podem fazer com que você negligencie o seu autocuidado”.

O que fazer se tenho esses sinais?

Agir o quanto antes é a melhor forma de combater a estafa. O primeiro passo é identificar os fatores que estão causando o desequilíbrio e tentar combatê-los. “Veja o que é possível mudar no seu método de trabalho, ou se dá para delegar algumas das tarefas que estão sobrecarregando o seu dia”, orienta Merzel.

É importante intensificar cuidados pessoais: dormir horas suficientes, cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos regulares devem ser prioridades. Rossi também recomenda técnicas de relaxamento, como a respiração abdominal e outras práticas fáceis de aprender.

Em alguns casos, pode ser necessário buscar a ajuda de um profissional. “Dependendo do grau de esgotamento, psicoterapia, coaching ou até tratamento medicamentoso podem ser alternativas válidas para se recuperar”, diz Merzel.

Como o problema frequentemente tem origem ocupacional, a iniciativa de tratamento também deve partir do empregador. Segundo Valério, a empresa deve aplicar regularmente questionários para acompanhar a saúde da equipe. Da mesma forma, cabe a ela capacitar os gestores sobre como reconhecer os sintomas de estafa nos seus subordinados, além de instituir programas de apoio ao funcionário e treinamentos sobre o assunto.

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