Av. Senador Lemos, Umarizal, Belém/Pará

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(Sean Warren/Getty Images)

Muitas empresas estão assumindo um o papel relevante na luta contra o racismo e a homofobia, ferias antigas que prejudicam o desenvolvimento social e econômico. Ambev, Bayer, Movile, Magazine Luiza, Elanco e Natura são apenas algumas grandes companhias que estão investindo em programas inclusivos de contratação e buscam conscientizar seus funcionários sobre os benefícios de respeitar as diferenças.

Mas, foi Luiza Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza, que mais se destacou como liderança desse esforço de acabar com as ofensas e promover um mundo mais justo para todas as pessoas. “Nós temos de entender mais o que é racismo estrutural”, afirmou Trajano, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. “O dia que eu entendi, até chorei, porque sempre achei que não era racista.”

A empresa chegou a ser processada por “racismo reverso” ao instituir um programa de trainee apenas para negros. A varejista quer recrutar universitários e recém-formados de todo o Brasil para aumentar a diversidades racial em cargos de liderança. Para o defensor público Jovino Bento Júnior, que entrou com a petição contra o programa, a medida seria “marketing de lacração” e desnecessária.

Profissionais negros e mulheres, no entanto, enfrentam dificuldades sistêmicas no mundo corporativo. Um estudo recém divulgado na Inglaterra, por exemplo, aponta que o sucesso ou fracasso de um empreendimento é influenciado por fatores como etnia e gênero. Empreendedores negros no Reino Unido faturam em média 25.000 libras por ano, quase 40% a menos do que os empreendedores brancos, cujo faturamento médio é de 35.000 libras. Além disso, 28% dos empreendedores negros do país não conseguem tornar suas companhias lucrativas, enquanto isso acontece com apenas 16% dos empreendedores brancos.

O racismo, o machismo e a homofobia estão presentes no dia a dia de muitas formas: na desigualdade, no acesso a oportunidades, na violência policial, na violência doméstica, entre outras questões. Também estão presentes na comunicação. Expressões comuns, utilizadas há séculos, têm origens racistas, como “lista negra” ou “mercado negro”. Outras, passam a ideia errada. É o caso de “opção sexual”, que deve ser substituída por “orientação sexual”.

Usar esse tipo de expressão, hoje em dia, não apenas ofende as pessoas, como pode prejudicar sua carreira. Num momento em que as empresas se conscientizam sobre o problema, uma frase mal colocada pode até causar a demissão, especialmente se o profissional precisa falar em público. Para ajudar, EXAME separou 12 expressões racistas e homofóbicas, extraídas do manual de compliance da operadora de celular TIM, para serem evitadas, além de sinônimos para substituí-las. Confira:

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